Já que o Luiz não deu as caras aqui, eu vou falar sobre o Jejum de Amor, e não, não é uma auto-biografia, é um filme mesmo, amores.
E muito bom. Como comentei no twitter (oi segue nóis @o_spoiler), achei muito mais que uma comédia romântica. O filme faz uma crítica engraçada e inteligente com os jornalistas, que desde aquele tempo, já eram os urubus manipulativos que (a maioria) são hoje.
Mas a história principal é sobre um chefe de um jornal e sua ex-mulher, que está para casar de novo e tem o firme objetivo de largar o jornalismo. O fundo desse cenário é a corrida dos jornalistas para cobrir (e mudar) o destino de um carinha que atirou em outro e será enforcado por isso. O chefe, Walter, usa de vários artifícios nada honestos, mas engraçadíssimos, para acabar com o casamento da ex. Ela, Hildy, não cansa de afirmar que quer ter uma "vida normal", largar o jornal, ter filhos e etc. No fim, ela faz um acordo com Walter, de fazer uma última matéria sobre o condenado lá, tentando fazer parecer que ele é um louco, e talvez salvando sua vida.
O noivo dela é o típico imbecil-seguro. Aquele em que a mocinha não tem química nenhuma, mas que é a "melhor opção". Brilhante a cena em que Hildy entrevista o condenado, que é um homem confuso e deixa que ela monte todo o motivo pelo qual ele atirou no outro sujeito.
Um doce pra quem adivinha o que aconteceu.
Um grande furo: o condenado foge da prisão e Hildy não resiste, mergulha do mundo que queria deixar para trás. Muito boa a parte em que ela simplesmente pula em cima do cara e o derruba no chão para conseguir as informações. Ignora a sogra, o noivo e vai escrever. No final, com os problemas resolvidos, Walter diz que ela deve ir embora. A reação é inesperada; a mulher começa a chorar por ele não querer mais ficar com ela. (mulheres confusas desde o início dos tempos, minha gente).
Gostei. Fala que não adianta ficar lutando contra o que somos, ou contra o que e quem gostamos.
E acrescenta aí as impagáveis cenas de vários jornalistas juntos, ligando cada um para seu veículo, contando a mesma história, mas de jeitos diferentes e fantasiosos.
O filme todo é muito bem escrito, os diálogos inteligentes e engraçados. Não é uma comédia romântica melosa, vale muito a pena.
Excelente filme, mesmo. Parabéns aos envolvidos.
(His Girl Friday, 1940)
• Direção: Howard Hawks
• Roteiro: Charles Lederer, Ben Hecht
• Gênero: Comédia/Romance
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 92 minutos
• Tipo: Longa-metragem


Já assisti esse filme. Não sabia que tinha esse nome, mas pela história, assisti em uma das minhas noites de insônia, na TV Cultura. Amooooooo filme de comédia antigo. É um tipo de humor limpo, inteligente e simples. Muito legal!!!
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